SOCIOLOGIA PENSANTE
sábado, 10 de maio de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
QUESTÕES DE SOCIOLOGIA- 2 ºANO- Profª Bianca Hernandes-COLÉGIO SÃO CARLOS
QUESTÕES DE
SOCIOLOGIA- 2 ºANO- Profª Bianca Hernandes-COLÉGIO SÃO CARLOS
Conteúdos: Modos de Produção,Meios de Produção,Relações
de Produção, Matéria- Prima, Bens e Servços,
O modo Capitalista de Produção,
Neoliberalismo,Características do Socialismo, Globalização.
1) Sistema
caracterizado pela intervenção do Estado na economia, balança comercial
favorável, protecionismo, monopólios, entre outros elementos, são
características do (a):
a)
Livre-cambismo.
b) Capitalismo financeiro.
c) Capitalismo monopolista.
d) Capitalismo comercial ou mercantilismo.
e) Comunitarismo estatal.
2) (MACK) Pode ser considerada uma característica do Sistema Colonial:
a) a adoção, por parte das metrópoles, uma política liberal que facilitou a emancipação das colônias;
b) a não-intervenção do Estado na economia e o incentivo às atividades naturais;
c) o monopólio comercial metropolitano e a sua influência no aquecimento da burguesia e no desenvolvimento do capitalismo;
d) a extinção do trabalho escravo e o desenvolvimento econômico das áreas coloniais;
e) a economia voltada para o mercado interno e para a acumulação capitalista no setor colonial.
3) O que é capitalismo monopolista?
a) Imenso número de empresas disputam o mercado.
b) Grupo restrito de grandes empresas dominam praticamente sozinhas o mercado.
c) O mercado é dominado pelas multinacionais
d) Grupo restrito de transnacionais dominam o mercado
4) O que é Imperialismo?
a) Política de ocupação territorial e econômica praticada pelas potências capitalistas do Ocidente.
b) Política de dominação econômica desenvolvida a partir da exploração da mão de obra dos países periféricos.
c) Política de dominação econômica a partir da exploração da mão de obra e da matéria-prima.
d) Política de ocupação territorial e econômica praticada pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.
5) Dê o significado das palavras:
Capital –
Meios de produção –
Capital produtivo –
Capital financeiro –
Capital comercial –
Monopólio -
Oligopólio -
Truste-
Cartel -
6) Considere as seguintes afirmações:
I- Capitalismo é o sistema econômico que se caracteriza pela propriedade privada dos meios de produção e pela liberdade de iniciativa dos próprios cidadãos.
II- No sistema capitalista a propriedade dos meios de produção é do Estado que regula a economia com os planos qüinqüenais.
III- No sistema capitalista, as padarias, as fábricas, confecções, gráficas, papelarias etc., pertencem a empresários e não ao Estado.
IV- No capitalismo a produção e a distribuição das riquezas são regidas pelo mercado, no qual, em tese, os preços são determinados pelo livre jogo da oferta e da procura.
V- Podemos dizer que o capitalismo é um sistema que visa a igualdade social e a passagem do poder político e econômico para as mãos da classe trabalhadora
VI- O capitalista, proprietário de empresa, compra a força de trabalho de terceiros para produzir bens que, após serem vendidos, lhe permitem recuperar o capital investido e obter um excedente denominado lucro.
Estão corretos os itens:
a) I, III, IV, V
b) II, III, IV, VI
c) I, III, IV, V,VI
d) II, IV,V
e) I, II,IV
b) Capitalismo financeiro.
c) Capitalismo monopolista.
d) Capitalismo comercial ou mercantilismo.
e) Comunitarismo estatal.
2) (MACK) Pode ser considerada uma característica do Sistema Colonial:
a) a adoção, por parte das metrópoles, uma política liberal que facilitou a emancipação das colônias;
b) a não-intervenção do Estado na economia e o incentivo às atividades naturais;
c) o monopólio comercial metropolitano e a sua influência no aquecimento da burguesia e no desenvolvimento do capitalismo;
d) a extinção do trabalho escravo e o desenvolvimento econômico das áreas coloniais;
e) a economia voltada para o mercado interno e para a acumulação capitalista no setor colonial.
3) O que é capitalismo monopolista?
a) Imenso número de empresas disputam o mercado.
b) Grupo restrito de grandes empresas dominam praticamente sozinhas o mercado.
c) O mercado é dominado pelas multinacionais
d) Grupo restrito de transnacionais dominam o mercado
4) O que é Imperialismo?
a) Política de ocupação territorial e econômica praticada pelas potências capitalistas do Ocidente.
b) Política de dominação econômica desenvolvida a partir da exploração da mão de obra dos países periféricos.
c) Política de dominação econômica a partir da exploração da mão de obra e da matéria-prima.
d) Política de ocupação territorial e econômica praticada pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.
5) Dê o significado das palavras:
Capital –
Meios de produção –
Capital produtivo –
Capital financeiro –
Capital comercial –
Monopólio -
Oligopólio -
Truste-
Cartel -
6) Considere as seguintes afirmações:
I- Capitalismo é o sistema econômico que se caracteriza pela propriedade privada dos meios de produção e pela liberdade de iniciativa dos próprios cidadãos.
II- No sistema capitalista a propriedade dos meios de produção é do Estado que regula a economia com os planos qüinqüenais.
III- No sistema capitalista, as padarias, as fábricas, confecções, gráficas, papelarias etc., pertencem a empresários e não ao Estado.
IV- No capitalismo a produção e a distribuição das riquezas são regidas pelo mercado, no qual, em tese, os preços são determinados pelo livre jogo da oferta e da procura.
V- Podemos dizer que o capitalismo é um sistema que visa a igualdade social e a passagem do poder político e econômico para as mãos da classe trabalhadora
VI- O capitalista, proprietário de empresa, compra a força de trabalho de terceiros para produzir bens que, após serem vendidos, lhe permitem recuperar o capital investido e obter um excedente denominado lucro.
Estão corretos os itens:
a) I, III, IV, V
b) II, III, IV, VI
c) I, III, IV, V,VI
d) II, IV,V
e) I, II,IV
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE TRABALHO- SOCIOLOGIA- - 2ª ANO- TURMA: 301
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE TRABALHO- SOCIOLOGIA- - 2ª ANO- TURMA: 201
-Formar 4 grupos de 5/6 membros
-Elaborar pesquisa e sintetizá-la em trabalho realizado através de vídeo ou slides utilizando o Power Point ou o Movie Maker. O primeiro slide deve conter o tema de sua pesquisa.
A pesquisa deverá apresentar:
-Introdução do tema
-Desenvolvimento do assunto escolhido
- conclusão do grupo
Não esquecer: slides devem trazer os créditos, isto é, toda a bibliografia consultada para desenvolver o trabalho, inclusive os autores das músicas utilizadas na apresentação. Ainda, no que diz respeito aos créditos, indique todos os envolvidos no trabalho: alunos e professor orientador. Essa etapa é de fundamental importância para valorizar aqueles que contribuíram para o sucesso do seu trabalho.
Não esqueça de revisar erros ortográficos e formatação. Também é importante você testar o seu vídeo antes do dia da apresentação.
Dicas importantes: Lembre-se de que você irá apresentar o vídeo enquanto estiver falando no dia do seminário. Por isso, ele deve ser rico em imagens, intercaladas com pequenos textos explicativos.
08/05-
GRUPO1: Modos de Produção
Grupo 2: O modo de Produção Capitalista/ A formação do Capitalismo
Grupo 3: Neoliberalismo
22/05: A queda do Muro de Berlim
GRUPO 4: TEMA A globalização e seus dilemas
GRUPO 5:TEMA: A queda do Muro de Berlim
-Formar 4 grupos de 5/6 membros
-Elaborar pesquisa e sintetizá-la em trabalho realizado através de vídeo ou slides utilizando o Power Point ou o Movie Maker. O primeiro slide deve conter o tema de sua pesquisa.
A pesquisa deverá apresentar:
-Introdução do tema
-Desenvolvimento do assunto escolhido
- conclusão do grupo
Não esquecer: slides devem trazer os créditos, isto é, toda a bibliografia consultada para desenvolver o trabalho, inclusive os autores das músicas utilizadas na apresentação. Ainda, no que diz respeito aos créditos, indique todos os envolvidos no trabalho: alunos e professor orientador. Essa etapa é de fundamental importância para valorizar aqueles que contribuíram para o sucesso do seu trabalho.
Não esqueça de revisar erros ortográficos e formatação. Também é importante você testar o seu vídeo antes do dia da apresentação.
Dicas importantes: Lembre-se de que você irá apresentar o vídeo enquanto estiver falando no dia do seminário. Por isso, ele deve ser rico em imagens, intercaladas com pequenos textos explicativos.
08/05-
GRUPO1: Modos de Produção
Grupo 2: O modo de Produção Capitalista/ A formação do Capitalismo
Grupo 3: Neoliberalismo
22/05: A queda do Muro de Berlim
GRUPO 4: TEMA A globalização e seus dilemas
GRUPO 5:TEMA: A queda do Muro de Berlim
CAPITALISMO E NEOLIBERALISMO– Resumo- TURMA:201
Capitalismo – Resumo
“Vivemos em um mundo capitalista!”. Certamente, esta frase foi dita ou ouvida pela maioria das pessoas, porém muitos ainda não sabem o que significa viver em um mundo capitalista.
Capitalismo é o sistema sócio-econômico em que os meios de produção (terras, fábricas, máquinas, edifícios) e o capital (dinheiro) são propriedade privada, ou seja, tem um dono.
Capitalismo é o sistema sócio-econômico em que os meios de produção (terras, fábricas, máquinas, edifícios) e o capital (dinheiro) são propriedade privada, ou seja, tem um dono.
Os proprietários dos meios de produção (burgueses ou capitalistas) são a minoria da população e os não-proprietários (proletários ou trabalhadores – maioria) vivem dos salários pagos em troca de sua força de trabalho.
Características do Capitalismo
- Toda mercadoria é destinada para a venda e não para o uso pessoal
- O trabalhador recebe um salário em troca do seu trabalho
- Toda negociação é feita com dinheiro
- O capitalista pode admitir ou demitir trabalhadores, já que é dono de tudo (o capital e a propriedade)
- O trabalhador recebe um salário em troca do seu trabalho
- Toda negociação é feita com dinheiro
- O capitalista pode admitir ou demitir trabalhadores, já que é dono de tudo (o capital e a propriedade)
Fases do Capitalismo
- Capitalismo Comercial ou mercantil: consolidou-se entre os séculos XV e XVIII. É o chamado Mercantilismo. As grandes potências da época (Portugal, Espanha, Holanda, Inglaterra e França) exploravam novas terras e comercializavam escravos, metais preciosos etc. com a intenção de enriquecer.
- Capitalismo Industrial: Foi a época da Revolução Industrial.
- Capitalismo Financeiro: após a segunda guerra, algumas empresas começaram a exportarmeios de produção por causa da alta concorrência e do crescimento da indústria.
O capitalismo vem sofrendo modificações desde a Revolução Industrial até hoje. No início do século XX, algumas empresas se uniram para controlar preços e matérias-primas impedindo que outras empresas menores tenham a chance de competir no mercado.
- Capitalismo Industrial: Foi a época da Revolução Industrial.
O capitalismo vem sofrendo modificações desde a Revolução Industrial até hoje. No início do século XX, algumas empresas se uniram para controlar preços e matérias-primas impedindo que outras empresas menores tenham a chance de competir no mercado.
Neoliberalismo
O Neoliberalismo é uma releitura do Liberalismo Clássico. Liberalismo é o nome dado à doutrina que prega a defesa da liberdade política e econômica. Neste sentido, os liberais são contrários ao forte controle do estado na economia e na vida das pessoas. Em outras palavras, o liberalismo defende a ideia de que o Estado deve dar liberdade ao povo, e deve agir apenas se alguém lesar o próximo (conhecido como Princípio do Dano). No mais, em boa parte do tempo, as pessoas são livres para fazer o que quiserem, o que traz a ideia de livre mercado.
Embora o termo tenha sido cunhado em 1938 pelo sociólogo e economista alemão Alexander Rüstow, o Neoliberalismo só ganharia efetiva aplicabilidade e reconhecimento na segunda metade do século XX, especialmente a partir da década de 1980. Nesta época, houve um grande crescimento da concorrência comercial, muito em função da supremacia que o capitalismo demonstrava conquistar sobre o sistema socialista. Mesmo ainda no decorrer da Guerra Fria, as características do conflito já eram muito diferenciadas das existentes nos anos imediatamente posteriores ao fim da Segunda Guerra Mundial. A União Soviética já havia se afundado em uma grave crise que apontava para o seu fim inevitável. Enquanto isso, o capitalismo consolidava-se como sistema superior e desfrutava de maior liberdade para determinar as regras do jogo econômico.
O Neoliberalismo ganharia força e visibilidade com o Consenso de Washington, em 1989. Na ocasião, a líder do Reino Unido, Margareth Thatcher, e o presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, propuseram os procedimentos do Neoliberalismo para todos os países, destacando que os investimentos nas áreas sociais deveriam ser direcionados para as empresas. Esta prática, segundo eles, seria fundamental para movimentar a economia e, consequentemente, gerar melhores empregos e melhores salários. Houve ainda uma série de recomendações especialmente dedicadas aos países pobres, as quais reuniam: a redução de gastos governamentais, a diminuição dos impostos, a abertura econômica para importações, a liberação para entrada do capital estrangeiro, privatização e desregulamentação da economia.
O objetivo do Consenso de Washington foi, em certa medida, alcançado com sucesso, pois vários países adotaram as proposições feitas. Só que muitos países não tinham condições de arcar com algumas delas, o que gerou uma grande demanda de empréstimos ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Logo, criava-se todo um sistema de privilégios para os países desenvolvidos, pois as medidas neoliberais eram implementadas sob o monitoramento do FMI e toda essa abertura econômica favorecia claramente aos países ricos, capazes de comprar as empresas estatais e de investir dinheiro em outros mercados. Por outro lado, o argumento de defesa do Neoliberalismo diz que a abertura econômica é benéfica porque força à modernização das empresas. Entretanto, é preciso lembrar que muitas dessas empresas não tinham condições de se modernizar com tamanha rapidez e com tanto investimento, o que resultou em muitos empréstimos, incapacidade de pagamento, dívidas em crescimento, falência e, por sim, desemprego.
No Brasil, o Neoliberalismo foi adotado abertamente nos dois governos consecutivos do presidente Fernando Henrique Cardoso. Em seus dois mandatos presidenciais houve várias privatizações de empresas estatais. Muito do dinheiro arrecadado foi usado para manter a cotação da nova moeda brasileira, o Real, equivalente a do dólar. Assim, o Brasil passou pelo mesmo processo de venda de estatais, falências e desemprego.
Fontes:
Modos de Produção TURMA: 201
Modos de Produção
Quando vamos a um supermercado e compramos gêneros alimentícios, bebidas, calçados, material de limpeza, etc., estamos adquirindo bens. Da mesma forma, quando pagamos a passagem do ônibus ou uma consulta medica, estamos pagando um serviço.
Ao viverem em sociedade, as pessoas participam diretamente da produção, da distribuição e do consumo de bens e serviços, ou seja, participam da vida econômica da sociedade. Assim, o conjunto de indivíduos que participam da vida econômica de uma nação é o conjunto de indivíduos que participam da produção, distribuição e consumo de bens e serviços. Ex: operários quando trabalham estão ajudando a produzir, quando, com o salário que recebem, compram algo, estão participando da distribuição, pois estão comprando bens e consumo. E quando consomem os bens e os serviços que adquiriram, estão participando da atividade econômica de consumo de bens e serviços.
Modo de produção = forças produtivas + relações de produção
Portanto, o conceito de modo de produção resume claramente o fato de as relações de produção serem o centro organizador de todos os aspectos da sociedade.
Modo de produção primitivo:
O modo de produção primitivo designa uma formação econômica e social que abrange um período muito longo, desde o aparecimento da sociedade humana. A comunidade primitiva existiu durante centenas de milhares de anos, enquanto o período compreendido pelo escravismo, pelo feudalismo e pelo capitalismo mal ultrapassa cinco milênios.
Na comunidade primitiva os homens trabalhavam em conjunto. Os meios de produção e os frutos do trabalho eram propriedade coletiva, ou seja, de todos. Não existia ainda a idéia da propriedade privada dos meios de produção, nem havia a oposição proprietários x não proprietários.
As relações de produção eram relações de amizade e ajuda entre todos; elas eram baseadas na propriedade coletiva dos meios de produção, a terra em primeiro lugar.
Também não existia o estado. Este só passou a existir quando alguns homens começaram a dominar outros. O estado surgiu como instrumento de organização social e de dominação.
Modo de produção escravista:
Na sociedade escravista os meios de produção (terras e instrumentos de produção) e os escravos eram propriedade do senhor. O escravo era considerado um instrumento, um objeto, assim como um animal ou uma ferramenta.
Assim, no modo de produção escravista, as relações de produção eram relações de domínio e de sujeição: senhores x escravos. Um pequeno número de senhores explorava a massa de escravos, que não tinham nenhum direito.
Os senhores eram proprietários da força de trabalho (os escravos), dos meios de produção (terras, gado, minas, instrumentos de produção) e do produto de trabalho.
O modo de produção asiático predominou no Egito, na China, na Índia e também na África do século passado.
Tomando como exemplo o Egito, no tempo dos faraós, vamos notar que a parte produtiva da sociedade era composta pelos escravos, que era forçados, e pelos camponeses, que também eram forçados a entregar ao Estado o que produziam. A parcela maior prejudicando cada vez mais o meio de produção asiático.
Fatores que determinaram o fim do modo de produção asiático:
Modo de produção feudal:
A sociedade feudal era constituída pelos senhores x servos. Os servos não eram escravos de seus senhores, pois não eram propriedade deles. Eles apenas os serviam em troca de casa e comida. Trabalhavam um pouco para o seu senhor e outro pouco para eles mesmos.
Num determinado momento, as relações feudais começaram a dificultar o desenvolvimento das forças produtivas. Como a exploração sobre os servos no campo aumentava, o rendimento da agricultura era cada vez mais baixo. Na cidade, o crescimento da produtividade dos artesãos era freado pelos regulamentos existentes e o próprio crescimento das cidades era impedido pela ordem feudal.Já começava a aparecer às relações capitalistas de produção.
Modo de produção capitalista:
O que caracteriza o modo de produção capitalista são as relações assalariadas de produção (trabalho assalariado). As relações de produção capitalistas baseiam-se na propriedade privada dos meios de produção pela burguesia, que substituiu a propriedade feudal, e no trabalho assalariado, que substituiu o trabalho servil do feudalismo. O capitalismo é movido por lucros, portanto temos duas classes sociais: a burguesia e os trabalhadores assalariados.
Capitalismo comercial: a maior parte dos lucros concentra-se nas mãos dos comerciantes, que constituem a camada hegemônica da sociedade; o trabalho assalariado torna-se mais comum.
Capitalismo industrial: com a revolução industrial, o capital passa a ser investido basicamente nas industrias, que se tornam à atividade econômica mais importante; o trabalho assalariado firma-se definitivamente.
Capitalismo financeiro: os bancos e outras instituições financeiras passam a controlar as demais atividades econômicas, através de financiamentos à agricultura, a industria, à pecuária, e ao comercio.
A base econômica do socialismo é a propriedade social dos meios de produção, isto é, os meios de produção são públicos ou coletivos, não existindo empresas privadas. A finalidade da sociedade socialista é a satisfação completa das necessidades materiais e culturais da população: emprego, habitação, educação, saúde. Nela não há separação entre proprietário do capital (patrão) e proprietários da força do trabalho (empregados). Isto não quer dizer que não haja diferenças sociais entre as pessoas, bem como salários desiguais em função de o trabalho ser manual ou intelectual.
Taylorismo:
Taylorismo ou Administração científica é o modelo de administração desenvolvido pelo engenheiro estadunidense Frederick Winslow Taylor (1856-1915), que é considerado o pai da administração científica.
Taylor pretendia definir princípios científicos para a administração das empresas. Tinha por objetivo resolver os problemas que resultam das relações entre os operários, como conseqüência modifica-se as relações humanas dentro da empresa, o bom operário não discute as ordens, nem as instruções, faz o que lhe mandam fazer.
Organização Racional do Trabalho:
- Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos: objetivava a isenção de movimentos inúteis, para que o operário executasse de forma mais simples e rápida a sua função, estabelecendo um tempo médio.
-Estudo da fadiga humana: a fadiga predispõe o trabalhador à diminuição da produtividade e perda de qualidade, acidentes, doenças e aumento da rotatividade de pessoal.
-Divisão do trabalho e especialização do operário
-Desenho de cargos e tarefas: desenhar cargos é especificar o conteúdo de tarefas de uma função, como executar e as relações com os demais cargos existentes.
-Incentivos salariais e prêmios por produtividade
-Condições de trabalho: O conforto do operário e o ambiente físico ganham valor, não porque as pessoas merecessem, mas porque são essenciais para o ganho de produtividade
-Padronização: aplicação de métodos científicos para obter a uniformidade e reduzir os custos
-Supervisão funcional: os operários são supervisionados por supervisores especializados, e não por uma autoridade centralizada.
-Homem econômico: o homem é motivável por recompensas salariais, econômicas e materiais.
A empresa era vista como um sistema fechado, isto é, os indivíduos não recebiam influências externas. O sistema fechado é mecânico, previsível e determinístico.
Fordismo:
Idealizado pelo empresário estadunidense Henry Ford (1863-1947), fundador da Ford Motor Company, o fordismo se caracteriza por ser um método de produção caracterizado pela produção em série, sendo um aperfeiçoamento do taylorismo.
Ford introduziu em suas fábricas as chamadas linhas de montagem, nas quais os veículos a serem produzidos eram colocados em esteiras rolantes e cada operário realizava uma etapa da produção, fazendo com que a produção necessitasse de altos investimentos e grandes instalações. O método de produção fordista permitiu que Ford produzisse mais de 2 milhões de carros por ano, durante a década de 1920. O veículo pioneiro de Ford no processo de produção fordista foi o mítico Ford Modelo T, mais conhecido no Brasil como "Ford Bigode".
O fordismo, teve seu ápice no período posterior à Segunda Guerra Mundial, nas décadas de 1950 e 1960, que ficaram conhecidas na história do capitalismo como Os Anos Dourados. A crise sofrida pelos Estados Unidos na década de 1970 foi considerada uma crise do próprio modelo, que apresentava queda da produtividade e das margens de lucros. A partir da década de 1980, esboçou-se nos países industrializados um novo padrão de desenvolvimento denominado pós-fordismo ou modelo flexível (toyotismo), baseado na tecnologia da informação.
Princípios fordista:
O toyotismo é um modo de organização da produção capitalista que se desenvolveu a partir da globalização do capitalismo na década de 1980. Surgiu no Japão após a II Guerra Mundial, mas só a partir da crise capitalista da década de 1970 é que foi caracterizado como filosofia orgânica da produção industrial (modelo japonês), adquirindo uma projeção global.
O Japão foi o berço da automação flexível pois apresentava um cenário diferente do dos Estados Unidos e da Europa: um pequeno mercado consumidor, capital e matéria-prima escassos, e grande disponibilidade de mão-de-obra não-especializada, impossibilitavam a solução taylorista-fordista de produção em massa. A resposta foi o aumento na produtividade na fabricação de pequenas quantidades de numerosos modelos de produtos, voltados para o mercado externo, de modo a gerar divisas tanto para a obtenção de matérias-primas e alimentos, quanto para importar os equipamentos e bens de capital necessários para a sua reconstrução pós-guerra e para o desenvolvimento da própria industrialização. O sistema pode ser teoricamente caracterizado por quatro aspectos:
mecanização flexível, uma dinâmica oposta à rígida automação fordista decorrente da inexistência de escalas que viabilizassem a rigidez.
processo de multifuncionalização de sua mão-de-obra, uma vez que por se basear na mecanização flexível e na produção para mercados muito segmentados, a mão-de-obra não podia ser especializada em funções únicas e restritas como a fordista. Para atingir esse objetivo os japoneses investiram na educação e qualificação de seu povo e o toyotismo, em lugar de avançar na tradicional divisão do trabalho, seguiu também um caminho inverso, incentivando uma atuação voltada para o enriquecimento do trabalho.
implantação de sistemas de controle de qualidade total, onde através da promoção de palestras de grandes especialistas norte-americanos, difundiu-se um aprimoramento do modelo norte-americano, onde, ao se trabalhar com pequenos lotes e com matérias-primas muito caras, os japoneses de fato buscaram a qualidade total. Se, no sistema fordista de produção em massa, a qualidade era assegurada através de controles amostrais em apenas pontos do processo produtivo, no toyotismo, o controle de qualidade se desenvolve por meio de todos os trabalhadores em todos os pontos do processo produtivo.
sistema just in time que se caracteriza pela minimização dos estoques necessários à produção de um extenso leque de produtos, com um planejamento de produção dinâmico. Como indicado pelo próprio nome, o objetivo final seria produzir um bem no exato momento em que é demandado.
O Japão desenvolveu um elevado padrão de qualidade que permitiu a sua inserção nos lucrativos mercados dos países centrais e, ao buscar a produtividade com a manutenção da flexibilidade, o toyotismo se complementava naturalmente com a automação flexível.
A partir de meados da década de 1970, as empresas toyotistas assumiriam a supremacia produtiva e econômica, principalmente pela sua sistemática produtiva que consistia em produzir bens pequenos, que consumissem pouca energia e matéria-prima, ao contrário do padrão norte-americano. Com o choque do petróleo e a conseqüente queda no padrão de consumo, os países passaram a demandar uma série de produtos que não tinham capacidade, e, a princípio, nem interesse em produzir, o que favoreceu o cenário para as empresas japonesas toyotistas. A razão para esse fato é que devido à crise, o aumento da produtividade, embora continuasse importante, perdeu espaço para fatores tais como a qualidade e a diversidade de produtos para melhor atendimento dos consumidores.
Nos últimos anos temos visto uma revolução tecnológica crescente e que tem trazido novos direcionamentos econômicos, culturais, sociais e educacionais à sociedade. A acelerada transformação nos meios e nos modos de produção, causada pela revolução tecnológica focaliza uma nova era da humanidade onde as relações econômicas entre as pessoas e entre os países e a natureza do trabalho sofrem enormes transformações.
Ao viverem em sociedade, as pessoas participam diretamente da produção, da distribuição e do consumo de bens e serviços, ou seja, participam da vida econômica da sociedade. Assim, o conjunto de indivíduos que participam da vida econômica de uma nação é o conjunto de indivíduos que participam da produção, distribuição e consumo de bens e serviços. Ex: operários quando trabalham estão ajudando a produzir, quando, com o salário que recebem, compram algo, estão participando da distribuição, pois estão comprando bens e consumo. E quando consomem os bens e os serviços que adquiriram, estão participando da atividade econômica de consumo de bens e serviços.
Modos de Produção
O modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus bens e serviços, como os utiliza e os distribui. O modo de produção de uma sociedade é formado por suas forças produtivas e pelas relações de produção existentes nessa sociedade.Modo de produção = forças produtivas + relações de produção
Portanto, o conceito de modo de produção resume claramente o fato de as relações de produção serem o centro organizador de todos os aspectos da sociedade.
Modo de produção primitivo:
Na comunidade primitiva os homens trabalhavam em conjunto. Os meios de produção e os frutos do trabalho eram propriedade coletiva, ou seja, de todos. Não existia ainda a idéia da propriedade privada dos meios de produção, nem havia a oposição proprietários x não proprietários.
As relações de produção eram relações de amizade e ajuda entre todos; elas eram baseadas na propriedade coletiva dos meios de produção, a terra em primeiro lugar.
Também não existia o estado. Este só passou a existir quando alguns homens começaram a dominar outros. O estado surgiu como instrumento de organização social e de dominação.
Modo de produção escravista:
Assim, no modo de produção escravista, as relações de produção eram relações de domínio e de sujeição: senhores x escravos. Um pequeno número de senhores explorava a massa de escravos, que não tinham nenhum direito.
Os senhores eram proprietários da força de trabalho (os escravos), dos meios de produção (terras, gado, minas, instrumentos de produção) e do produto de trabalho.
Modo de produção asiático:
Tomando como exemplo o Egito, no tempo dos faraós, vamos notar que a parte produtiva da sociedade era composta pelos escravos, que era forçados, e pelos camponeses, que também eram forçados a entregar ao Estado o que produziam. A parcela maior prejudicando cada vez mais o meio de produção asiático.
Fatores que determinaram o fim do modo de produção asiático:
- A propriedade de terra pelos nobres;
- O alto custo de manutenção dos setores improdutivos;
- A rebelião dos escravos.
Modo de produção feudal:
Num determinado momento, as relações feudais começaram a dificultar o desenvolvimento das forças produtivas. Como a exploração sobre os servos no campo aumentava, o rendimento da agricultura era cada vez mais baixo. Na cidade, o crescimento da produtividade dos artesãos era freado pelos regulamentos existentes e o próprio crescimento das cidades era impedido pela ordem feudal.Já começava a aparecer às relações capitalistas de produção.
Modo de produção capitalista:
O capitalismo compreende quatro etapas:
Pré-capitalismo: o modo de produção feudal ainda predomina, mas já se desenvolvem relações capitalistas.Capitalismo comercial: a maior parte dos lucros concentra-se nas mãos dos comerciantes, que constituem a camada hegemônica da sociedade; o trabalho assalariado torna-se mais comum.
Capitalismo industrial: com a revolução industrial, o capital passa a ser investido basicamente nas industrias, que se tornam à atividade econômica mais importante; o trabalho assalariado firma-se definitivamente.
Capitalismo financeiro: os bancos e outras instituições financeiras passam a controlar as demais atividades econômicas, através de financiamentos à agricultura, a industria, à pecuária, e ao comercio.
Modo de produção socialista:
Taylorismo:
Taylorismo ou Administração científica é o modelo de administração desenvolvido pelo engenheiro estadunidense Frederick Winslow Taylor (1856-1915), que é considerado o pai da administração científica.
Taylor pretendia definir princípios científicos para a administração das empresas. Tinha por objetivo resolver os problemas que resultam das relações entre os operários, como conseqüência modifica-se as relações humanas dentro da empresa, o bom operário não discute as ordens, nem as instruções, faz o que lhe mandam fazer.
Organização Racional do Trabalho:
- Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos: objetivava a isenção de movimentos inúteis, para que o operário executasse de forma mais simples e rápida a sua função, estabelecendo um tempo médio.
-Estudo da fadiga humana: a fadiga predispõe o trabalhador à diminuição da produtividade e perda de qualidade, acidentes, doenças e aumento da rotatividade de pessoal.
-Divisão do trabalho e especialização do operário
-Desenho de cargos e tarefas: desenhar cargos é especificar o conteúdo de tarefas de uma função, como executar e as relações com os demais cargos existentes.
-Incentivos salariais e prêmios por produtividade
-Condições de trabalho: O conforto do operário e o ambiente físico ganham valor, não porque as pessoas merecessem, mas porque são essenciais para o ganho de produtividade
-Padronização: aplicação de métodos científicos para obter a uniformidade e reduzir os custos
-Supervisão funcional: os operários são supervisionados por supervisores especializados, e não por uma autoridade centralizada.
-Homem econômico: o homem é motivável por recompensas salariais, econômicas e materiais.
A empresa era vista como um sistema fechado, isto é, os indivíduos não recebiam influências externas. O sistema fechado é mecânico, previsível e determinístico.
Fordismo:
Ford introduziu em suas fábricas as chamadas linhas de montagem, nas quais os veículos a serem produzidos eram colocados em esteiras rolantes e cada operário realizava uma etapa da produção, fazendo com que a produção necessitasse de altos investimentos e grandes instalações. O método de produção fordista permitiu que Ford produzisse mais de 2 milhões de carros por ano, durante a década de 1920. O veículo pioneiro de Ford no processo de produção fordista foi o mítico Ford Modelo T, mais conhecido no Brasil como "Ford Bigode".
O fordismo, teve seu ápice no período posterior à Segunda Guerra Mundial, nas décadas de 1950 e 1960, que ficaram conhecidas na história do capitalismo como Os Anos Dourados. A crise sofrida pelos Estados Unidos na década de 1970 foi considerada uma crise do próprio modelo, que apresentava queda da produtividade e das margens de lucros. A partir da década de 1980, esboçou-se nos países industrializados um novo padrão de desenvolvimento denominado pós-fordismo ou modelo flexível (toyotismo), baseado na tecnologia da informação.
Princípios fordista:
- Intensificação;
- Produtividade;
- Economicidade.
Toyotismo:
O Japão foi o berço da automação flexível pois apresentava um cenário diferente do dos Estados Unidos e da Europa: um pequeno mercado consumidor, capital e matéria-prima escassos, e grande disponibilidade de mão-de-obra não-especializada, impossibilitavam a solução taylorista-fordista de produção em massa. A resposta foi o aumento na produtividade na fabricação de pequenas quantidades de numerosos modelos de produtos, voltados para o mercado externo, de modo a gerar divisas tanto para a obtenção de matérias-primas e alimentos, quanto para importar os equipamentos e bens de capital necessários para a sua reconstrução pós-guerra e para o desenvolvimento da própria industrialização. O sistema pode ser teoricamente caracterizado por quatro aspectos:
mecanização flexível, uma dinâmica oposta à rígida automação fordista decorrente da inexistência de escalas que viabilizassem a rigidez.
processo de multifuncionalização de sua mão-de-obra, uma vez que por se basear na mecanização flexível e na produção para mercados muito segmentados, a mão-de-obra não podia ser especializada em funções únicas e restritas como a fordista. Para atingir esse objetivo os japoneses investiram na educação e qualificação de seu povo e o toyotismo, em lugar de avançar na tradicional divisão do trabalho, seguiu também um caminho inverso, incentivando uma atuação voltada para o enriquecimento do trabalho.
implantação de sistemas de controle de qualidade total, onde através da promoção de palestras de grandes especialistas norte-americanos, difundiu-se um aprimoramento do modelo norte-americano, onde, ao se trabalhar com pequenos lotes e com matérias-primas muito caras, os japoneses de fato buscaram a qualidade total. Se, no sistema fordista de produção em massa, a qualidade era assegurada através de controles amostrais em apenas pontos do processo produtivo, no toyotismo, o controle de qualidade se desenvolve por meio de todos os trabalhadores em todos os pontos do processo produtivo.
sistema just in time que se caracteriza pela minimização dos estoques necessários à produção de um extenso leque de produtos, com um planejamento de produção dinâmico. Como indicado pelo próprio nome, o objetivo final seria produzir um bem no exato momento em que é demandado.
O Japão desenvolveu um elevado padrão de qualidade que permitiu a sua inserção nos lucrativos mercados dos países centrais e, ao buscar a produtividade com a manutenção da flexibilidade, o toyotismo se complementava naturalmente com a automação flexível.
A partir de meados da década de 1970, as empresas toyotistas assumiriam a supremacia produtiva e econômica, principalmente pela sua sistemática produtiva que consistia em produzir bens pequenos, que consumissem pouca energia e matéria-prima, ao contrário do padrão norte-americano. Com o choque do petróleo e a conseqüente queda no padrão de consumo, os países passaram a demandar uma série de produtos que não tinham capacidade, e, a princípio, nem interesse em produzir, o que favoreceu o cenário para as empresas japonesas toyotistas. A razão para esse fato é que devido à crise, o aumento da produtividade, embora continuasse importante, perdeu espaço para fatores tais como a qualidade e a diversidade de produtos para melhor atendimento dos consumidores.
Conclusão
Para produzir os bens de consumo e de serviço de que necessitamos, os homens estabelecem relações uns entre os outros. As relações que se estabelecem entre os homens na produção, na troca e na distribuição dos bens são as relações de produção.Nos últimos anos temos visto uma revolução tecnológica crescente e que tem trazido novos direcionamentos econômicos, culturais, sociais e educacionais à sociedade. A acelerada transformação nos meios e nos modos de produção, causada pela revolução tecnológica focaliza uma nova era da humanidade onde as relações econômicas entre as pessoas e entre os países e a natureza do trabalho sofrem enormes transformações.
WEBER E O “ESPÍRITO DO CAPITALISMO” texto complementar- turma: 101 e 102 pg-29
WEBER E O “ESPÍRITO DO CAPITALISMO”
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Assim como Marx, Weber buscou
compreender o capitalismo e suas transformações sociais, políticas e
econômicas. Contudo, não o fez seguindo o mesmo caminho e não propôs uma
revolução que decretasse seu fim. Enquanto Marx enxergava no surgimento do
capitalismo apenas questões econômicas e produtivas, Weber abriu sua mente
para a possível existência de outras causas e de outros fatores.
Weber via no capitalismo um sistema marcado pela existência de empresas que organizam a produção e o trabalho de maneira racional visando, acima de tudo, a obtenção do maior lucro possível. Racionalidade e lucro seriam, portanto, as duas características básicas e inseparáveis do sistema capitalista. Ao fazer essas constatações, Weber se depara com um questionamento cuja resposta vai permear uma de suas obras mais conhecidas e lidas em todo o mundo, A ética protestante e o espírito do capitalismo. Essa grande pergunta pode ser resumida da seguinte forma: o que ocorreu de diferente para que o capitalismo nascesse na Europa e somente a partir do século XVI? Por que ele se desenvolveu na Europa e não em civilizações como Egito, China e Índia? Como historiador, Weber constatou que essas civilizações apresentavam uma considerável economia monetária, certos avanços tecnológicos e indivíduos ávidos por obter mais dinheiro. A busca por maiores rendas levou, também nessas civilizações, indivíduos a conquistarem e se aventurarem em novos territórios. Esses fatores, no entanto, não permitiram que essas civilizações desenvolvessem um sistema sequer parecido com o capitalismo.
Diferentemente do que ocorreu nessas civilizações, no contexto europeu
a busca pelo lucro passou a se desenvolver a partir da disciplina, da ciência
e da contabilidade; em resumo, da racionalidade, e não apenas da coragem e da
aventura.
Analisando essas diferenças e ao observar as estatísticas acerca dos capitalistas europeus, Weber chegou a um dado bastante revelador: entre os grandes homens de negócio, proprietários capitalistas e trabalhadores qualificados havia um grande número de protestantes. Esses dados instigaram o pensamento científico de Weber, que passou a enxergar no contexto europeu uma relação inexistente nas demais civilizações: o protestantismo e a lógica capitalista. Assim, a investigação weberiana passou a se desenvolver relacionando o impacto do pensamento protestante nas condutas individuais e, por conseguinte, na configuração da lógica capitalista moderna. Weber passou a examinar as implicações das orientações religiosas na conduta econômica dos homens, avaliando de que forma a ética protestante, com destaque para a calvinista, contribuiu para o desenvolvimento desse sistema econômico. Comparando os valores católicos e protestantes, ele chegou ao seguinte postulado: enquanto os primeiros pregavam valores ligados ao sacrifício, à renúncia e a uma vida de oração e de contemplação longe da usura, os segundos baseavam seus valores em questões como autodisciplina, vocação e dever para com o trabalho, poupança, acúmulo de riquezas e outros fatores que tenderam para o racionalismo típico do sistema capitalista. Weber também fez outra constatação importante para sua análise: os protestantes tendiam a se envolver com ramos de estudos mais técnicos, destinados a ocupações comerciais e industriais. Os católicos, por sua vez, recebiam uma formação superior muito mais ligada às ciências humanas. Dentro do calvinismo, uma das seitas mais importantes do protestantismo, pregava-se a ideia de que o homem não necessitava de intermediários ou de símbolos sagrados para chegar até Deus. Contudo, era necessário que ele exercitasse uma vida de devoção e de submissão à vontade divina. Um indivíduo que conseguia manter uma vida terrestre bem sucedida apresentaria, segundo a crença, sinais de submissão à vontade de Deus. Para garantir os sinais de sua virtude, nada melhor que investir na atividade profissional, de modo que o trabalho assume o papel de vocação. Desse modo, um empresário bem sucedido apresentava sinais de virtude e de elevada moral. Sua riqueza material, no entanto, não deveria ser gasta de maneira desregrada. A ostentação era amplamente condenada e a disciplina, a parcimônia e a discrição, valorizadas. Nesse sentido, os lucros obtidos eram gastos com o essencial e o restante poupado e reinvestido. Esse "reinvestir" era garantia da manutenção e do desenvolvimento de seu trabalho.
O comportamento ascético, ou seja, de negação dos prazeres mundanos e
de valorização da virtude, era, para os protestantes, uma missão a ser
cumprida da melhor maneira possível. Como consequência, temos o
desenvolvimento de condutas sociais pautadas por maior racionalidade e o
estabelecimento de empresas cujos controles da produção e das finanças
passaram a seguir modelos científicos de contabilidade. Desse modo, a
sociedade moderna conhece um estilo de vida totalmente novo e baseado em duas
perspectivas anteriormente impensáveis de se conciliar: uma de sentido
religioso, cuja fé no trabalho predominava, e uma de sentido econômico, baseada
na acumulação de capital e no seu reinvestimento racional.
Weber não estava com isso dizendo que os protestantes formularam um novo estilo de vida com a intenção de desenvolverem também um novo modo de produção. A motivação desses indivíduos era tão somente religiosa, mas as consequências de suas ações não ficaram restritas a esse campo. Com isso, a análise weberiana também estava querendo mostrar que, apesar de muitas vezes o indivíduo estar consciente do sentido de sua ação, o resultado dela não pode ser controlado. Apesar de deixar claro que o protestantismo não foi a única causa do surgimento do capitalismo – Weber admite que esse é um acontecimento de várias causas –, ele demonstra como a ascese religiosa foi fundamental para o desenvolvimento da mentalidade racional que está em sua base, sendo esse um fenômeno em sua origem, exclusivo da sociedade europeia. Diferentemente de Marx, por exemplo, Weber demonstra que o capitalismo não pode ser visto exclusivamente como resultado de causas econômicas, mas também como um fenômeno de caráter sociocultural. |
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